SAMBA Brasil faz 20 anos do jeito que o samba gosta: com encontro, cantoria e muita história
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Samba Brasil - Fotos Paula Matos e Fred Pontes
Thiaguinho, Fundo de Quintal, Sorriso Maroto, Mumuzinho, Ferrugem, Dilsinho, Yan e Davizão fizeram parte de uma noite que reuniu diferentes gerações em Fortaleza
Tem coisa que não se explica. Se vive.
E quem esteve no Marina Park, em Fortaleza, na noite de sábado, 8 de agosto, viveu uma dessas.
O Samba Brasil chegou à sua 20ª edição e resolveu comemorar como manda a cartilha não escrita do samba: juntando gente.
Gente de gerações diferentes. Artistas que ajudaram a escrever capítulos importantes do pagode. Nomes que estão chegando agora. E, principalmente, músicos que não ficaram presos ao próprio horário de apresentação.
A festa começou à tarde e atravessou a madrugada. Quando muita gente já estaria pensando em ir embora, o samba ainda estava ali.
E foi justamente nos encontros que a noite ganhou seu melhor tempero.
O Ceará abriu os trabalhos
Davizão foi quem deu o pontapé inicial na programação, levando ao palco a presença do pagode local.
Depois veio o Movimento Samba Cearense, mostrando que o samba produzido no Ceará tem identidade própria e lugar de destaque nessa história.
A roda estava formada.
E aí entrou Mumuzinho.
Com seus sucessos, seu carisma e aquele bom humor que já virou uma das marcas de suas apresentações, o cantor fez o Marina Park cantar.
E ainda teve Alcione no meio da história.
Mumuzinho soltou sua imitação da grande dama do samba e arrancou risadas e aplausos da plateia.
Porque samba também é isso. É música, mas é também brincadeira, espontaneidade e aquela capacidade de fazer o público se sentir dentro da festa.
Ferrugem chega e o público responde
Depois, Ferrugem assumiu o palco.
E o público não economizou na voz.
Seus grandes sucessos foram cantados em coro, mostrando a força de um repertório que já faz parte da memória de quem acompanha o pagode.
O Marina Park estava definitivamente entregue à festa.
Dilsinho e Yan: duas gerações na mesma roda
Dilsinho também tratou de aumentar a roda.
O cantor chamou Yan para dividir o palco e proporcionou um encontro entre um nome já consolidado no pagode e uma das novas vozes que vêm conquistando espaço.
Yan e Dilsinho
Para Yan, a noite tinha ainda outro significado.
Era sua estreia no Samba Brasil e sua primeira apresentação em Fortaleza.
E o jovem cantor aproveitou.
Com carisma e talento, conquistou o público cearense e mostrou por que vem ganhando cada vez mais espaço no cenário do pagode.
Só que quem achou que Yan ficaria por ali estava enganado.
Ele ainda voltaria ao palco.
Quando Thiaguinho entrou, ninguém ficou parado
Aí chegou Thiaguinho.
E o Marina Park virou um grande coral.
O público se apertou diante do palco para acompanhar Tiago André, o Thiaguinho, que emendou seus sucessos e recebeu de volta uma plateia cantando em alto e bom som.
Não era simplesmente gente assistindo a um show.
Era gente cantando junto.
A energia foi tanta que Mumuzinho apareceu no meio do público para curtir a apresentação do colega.
E talvez essa tenha sido uma das cenas que melhor traduziram o espírito da noite.
Artista prestigiando artista.
Sem cerimônia.
Sem distância.
Só música.
Samba Brasil – Fotos Paula Matos e Fred Pontes
Sorriso Maroto coloca mais gente na roda
Quando o Sorriso Maroto entrou em cena, o festival já tinha entregado grandes momentos.
Mas ainda havia espaço para mais.
O grupo apresentou músicas de seu lado B e fez os fãs vibrarem. Só que o show ganhou outro sabor quando começaram as participações.
Yan foi chamado ao palco.
Depois, Thiaguinho.
E Mumuzinho também apareceu.
A recepção foi barulhenta. E quando vieram os gritos de “Bonito, gostosão!”, o próprio clima da apresentação ganhou um toque de irreverência.
Era uma festa dentro da festa.
Fundo de Quintal fecha a conta com samba de raiz
Já quase amanhecendo, chegou a hora do Fundo de Quintal.
E aqui vale uma pausa.
Porque para uma comemoração de 20 anos, terminar com o Fundo de Quintal carregando a bandeira do samba raiz tem um peso especial.
O grupo trouxe para o palco a força de uma referência fundamental para gerações do samba e do pagode.
Mas a despedida ganhou outro significado quando integrantes do Sorriso Maroto, Mumuzinho, Thiaguinho e Yan apareceram no palco.
Ali estava uma imagem que vale mais do que qualquer discurso sobre passagem de bastão.
Veteranos, nomes consolidados e uma nova geração reunidos em torno do samba.
E os encontros não pararam por aí
A noite inteira foi marcada por essas idas e vindas.
Dilsinho recebeu Mumuzinho e Yan.
Yan recebeu Dilsinho.
O Sorriso Maroto recebeu Yan, Thiaguinho e Mumuzinho.
E, nos bastidores, Ferrugem e Mumuzinho protagonizaram um momento de carinho e respeito.
Tudo isso ajudou a criar uma atmosfera diferente.
Não parecia apenas uma programação de shows.
Parecia uma grande confraternização.
Aquela velha história: um canta, o outro chega, alguém chama para o palco e, quando se percebe, já tem uma roda formada.
Vinte anos não são pouca coisa
O Samba Brasil chegou aos 20 anos atravessando diferentes momentos do samba e do pagode.
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